O Secretário do Estado Carlos Minc foi à luta e pôs-se à frente de uma blitz que multou dois empreendimentos que jogavam seus dejetos nas lagoas de Marapendi e da Barra da Tijuca. Não é novidade que esses condomínios do entorno das lagoas degradam o meio ambiente por não cumprirem o decreto que os obriga a se conectarem à rede de esgotamento sanitário da CEDAE, no prazo de sessenta dias. O Rio-2, por exemplo, existe há alguns anos e foi um dos dois multados. Como única preocupação na exploração imobiliária, os construtores se fixam em criar ambientes tais como áreas de lazer, academias de ginástica, fachadas majestosas e outras iguarias para enganar os que empolgam por esse tipo de cardápio que lhes parece salutar e que, na verdade, escondem riscos à saúde por infestados de mosquitos. Isso sem falarmos nos preços dos imóveis que chegam a casa dos milhões e, ditos como da Barra da Tijuca, construídos próximos de Jacarepaguá ou nas proximidades de Vargem Grande. Tudo sob a vista grossa dos governantes homenageados com almoços e jantares ou premiados com polpudas doações em suas campanhas eleitorais. O que nos parece muito estranho é que a mídia tenha silenciado imediatamente após ter noticiado a atuação do Secretário Carlos Minc, dando a impressão que um valor mais alto se elevou, imobilizando-o e aos seus funcionários na direção do politicamente correto de não permitir que esses construtores transformem as lagoas no grande vaso sanitário da Zona Oeste.
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Quem sou eu
- FC-ANDRADE
- Não sou uma ave estrigiforme. Portanto nada de superstição de que adivinho a morte com o meu piar e esvoaçando meu pensamento. Símbolo da sabedoria, estou longe de ser. Mas giro meu pescoço 180 graus como elas e, atento, passo em revista o que leio por aí, acrescentando fatos aos hiatos. Sem maiores pretensões, é bom que eu o diga. Sou pessoa insatisfeita com a minha cara. Afinal, não me esculpi como gostaria. Constato diferenças entre a esquerda e a direita. Gosto mais da esquerda. Não que me pareça ser ela a ideal, mas é menos imperfeita. O meu olhar esquerdo vê melhor as coisas direitas. Já o direito se turva quando eu o fixo nas esquerdas. Meu oftalmologista atribui as distorções ao meu mau jeito de focar as coisas. A parte direita do lábio revela ser bem mais confiável quando se manifesta em falas de muito pouca importância. Também a orelha esquerda e bem melhor recortada e me ardem menos quando de mim falam mais. No mais, jornalista de profissão e marchand por opção, pai de filha e avô de neto. Torcedor do Fluminense, amante de corridas de cavalos e orgulhosamente carioca.

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